HUMMMMMMMMMMMM...LÁ VAI...
Estava escuro, pois não queriam ser detectados nas ruínas que antes fora a grande cidade de Kahr.
Todos estavam preocupados, afinal, eles eram os únicos sobreviventes que estavam livres, bem livres não é a palavra certa, pois eles estavam se escondendo, a resistência liderada pelo príncipe Jay, era apenas formado por pessoas comuns e pouquíssimos soldados, estavam em uma construção que aparentemente era normal, as na verdade foi feita para esse momento, disfarçado de um quarteirão de residências comuns, elas eram interligadas por tuneis e passagens secretas, mantinham um estoque razoável de mantimentos e armas, tudo devido a uma profecia da Sacerdotisa da Lua, uma mulher que vivera a mais de 300 invernos, mas mesmo assim suas profecias sempre se realizaram. Não podia ser diferente com essa, a profecia que dizia que Kahr cairia, e eles deveriam estar prontos, pois dos sobreviventes do grande ataque estaria alguém capaz de reerguer o reino.
Todos estavam com medo afinal nunca viram tamanha força, foram atacados pelo reino que até algumas estações era considerado aliado. Foram atacados com tamanha brutalidade que os sobreviventes não passavam de 350. Mas como sabiam que a intenção do reino Elemental não era a ocupação e sim a destruição, sabiam que se resistissem, poderiam escapar. Bem era o q pensavam.
Príncipe Jay foi acordado do seu raro momento de sono, um batedor havia retornado dizendo que aparentemente a armaduras estavam marchando para o esconderijo, e era toda a milícia dos armaduras. Jay sabia que só havia uma chance, deveria lutar com os poucos soldados que restassem até que os cidadãos de Kahr pudessem escapar, era insano, mas pelo menos daria alguns minutos. Mas seu perigoso plano não poderia ocorrer, pois logo após a receber a noticia do ataque inimigo, ficou sabendo que todo o arsenal havia desaparecido. Estava a resposta sobre a queda de Kahr, eles haviam sido traídos.
Alguns minutos depois estava ele com uma pequena milícia, de soldados armados apenas com as armas de ronda, esperando o inimigo passar pelos falsos portões do abrigo, e em suas costas o povo partia o mais apressado possível. Tudo estava perdido. O rei havia sido derrotado, mesmo que ele tivesse passado pelo ritual não haveria tempo de ter plenos poderes para assegurar a fuga de seu povo, seu cérebro latejava, não era isso que sonhara, não era um nobre de guerra, não por falta de coragem ,e sim por excesso de amor a vida alheia.mas estava lá disposto a lutar para que pelo menos um de seu povo escapasse e cumprisse a profecia.
As portas começaram a ranger com a pesada marcha dos armaduras. Estava à frente de seu batalhão, alguns dos homens estavam em fugir, afinal não estavam prontos para enfrentar homens coberto por uma armadura que misturava conhecimentos arcanos aos tecnológicos. Todos estavam com armas a postos quando uma explosão estraçalhou a porta, os armaduras vieram com tamanha velocidade que a primeira linha foi toda ao chão. Jay não teria sobrevivido se não fossem seus anos de treinamento, com um salto escapou da primeira leva caindo sobre um armadura com a ponta da espada deslizando sobre a viseira do capacete inimigo. Ele ainda lembrava-se das palavras mágicas, lembrava da técnica da família, lembrava da única coisa que poderia fazer pelo seu povo, a canção do tempo, fechou os olhos e liberou toda a essência de vida que lhe restava sussurrando as palavras do Deus do tempo. Agora sim Jay acelerou todos os movimentos poderia segurar a primeira fila sozinho, e foi o que fez, durantes alguns minutos sozinho enfrentou uma linha inteira de mais de 10 armaduras, por se tratar de um afunilamento do terreno de combate ele mantinha a vantagem, se não fosse o desgaste físico e mental, no primeiro tropeço perdeu a concentração e um punho o jogou a parede, torcendo o seu braço direito.mas mesmo assim permanecia de pé, observou seus homens, revigorados pela coragem de seu mestre lutando, um sorriso chegou ao teu rosto. Lembrou-se do que o pai ensinara, que um homem movido pela justiça supera seus limites. Pois via que seus soldados conseguiam superar os armaduras, tinha certeza que todos morreriam, mas mesmo assim sabia que estava lutando por algo justo.
Ao tentar retornar a luta se viu frente ao que mais temia acontecer, se viu frente ao seu amigo de infância, “...”, estava dentro de uma armadura, era um armadura, não qualquer, um comandante, e estava parado olhando para o antigo amigo, Jay não pronunciou nenhum encantamento, mas o tempo pareceu correr lentamente. Um leve movimento da espada e já estava pronto, os dois se encontraram no meio do campo de batalha, que já estava definido, pois os soldados de Kahn por mais q lutassem estavam caindo um a um. Jay não parava, sua lamina encontrava com a armadura de “...”, mas sem efeito desviava de golpes mortais, recebidos tendo de “...” quanto de seus armaduras em volta. Só com a mão esquerda não tinha destreza suficiente para atingir uma parte vital da armadura.
-Venham... Venham todos, sou o ultimo nobre de Kahr por isso o ultimo a tombar, não irei sem levar todos vocês comigo.
Quando partiu para um novo ataque foi surpreendido por um golpe forte, mas não um golpe qualquer, um golpe que atingira suas costas, um golpe que vinha do túnel pelo qual seu povo havia fugido um golpe que dizia que seu povo havia sido capturado, um golpe que dizia para perder as esperanças. Um golpe que o jogou sobre uma parede o enterrando nos destroços de sua ultima esperanças. Um golpe que enterrou o príncipe de Kahr.